#EscutaAí | Ryan Liestman

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Fala, meu povo!

Depois de 2 semanas o #EscutaAí está de volta e dessa vez com um convidado pra lá de especial. Além de ser atração internacional, nosso convidado já veio ao Brasil algumas (muitas!) vezes como banda de apoio dos Jonas Brothers, já tocou ao lado de Miley Cyrus, Stevie Wonder, performou no Grammy… ou seja, definitivamente não é pouca coisa!

Ryan Liestman é um multi-instrumentista, cantor e compositor de Minneapolis, Estados Unidos. Ryan trabalhou na banda de apoio dos Jonas Brothers tocando teclado e violão de 2007 até 2013, quando houve o término da banda. Por conta disso, ele já teve a possibilidade de visitar diversos países e, no papo exclusivo que tivemos eles revelou que o Brasil é o responsável por grande parte das boas memórias da turnê. Além disso, Ryan cresceu, praticamente, como artista solo, mas liderou diversas bandas difundindo suas canções com influências Reggae, American Funk, etc. Mesmo com a agenda corrida, Ryan tirou um tempinho pra bater um papo comigo e comentou sobre o começo de sua carreira, sua passagem pelo Brasil ao lado dos Jonas Brothers, sua performance no Grammy, as memórias que tem do povo brasileiro, sua possível vinda ao país como artista solo e muito mais! Está muito legal, prometo! Como se não bastasse, o músico ainda divulgou seu mais novo projeto, “Bomb!”. Leia a entrevista exclusiva na íntegra aqui embaixo, deixe seu comentário e de quebra confira todas as redes sociais do Ryan para ficar por dentro de todas as novidades…. é muita coisa boa!

ENTREVISTA COM RYAN LIESTMAN

Você já trabalhou com algumas personalidades diferentes como Stevie Wonder, Brad Paisley, Miley Cyrus e os Jonas Brothers. Você pode nos dizer qual é a parte mais gratificante em ser músico?

Ryan: Eu fui muito afortunado por ter trabalhado com tantos talentos e indivíduos inspiradores no mundo da música. Stevie Wonder foi meu herói durante minha infância. Conhecê-lo pessoalmente e tocar ao seu lado no Grammy foi definitivamente um dos pontos altos da minha carreira. No entanto, a parte mais gratificante em ser músico, em minha opinião, é ser capaz de criar e performar. Não há nada melhor do que escrever uma canção desde seu início até performar para uma platéia ao vivo. Ver a reação e a felicidade das pessoas me dá mais satisfação do que qualquer outra coisa. A grande parte de ser músico envolve, na verdade, um trabalho muito solitário antes desse momento da performance. No final, tudo vale a pena.

 

A música sempre esteve presente durante sua infância? Quando você entrou para o mundo da música?

Ryan: A música sempre esteve na minha vida desde quando posso me lembrar. Eu comecei tocando um pequeno teclado da Casio que tínhamos em casa por volta dos 3 anos de idade. Eu comecei a pegar no violão um pouco depois e fiquei viciado. Eu sempre quis cantar, mas só praticava quando não tinha ninguém por perto. Só foi por volta dos meus 15 anos que eu me senti confortável para cantar na frente dos outros. Um pouco depois, eu comecei a fazer alguns shows em Minneapolis, tocando profissionalmente em boates e bares.  

 

Quando foi que caiu a ficha de que era com música que você queria trabalhar?

Ryan: Eu só tive um trabalho for a do mundo da música. Foi por 2 meses, durante as férias de verão da escola. Eu trabalhei na cozinha de um McDonalds local montando sanduíches. Não era terrível, mas eu nunca olhei para trás quando comecei a ganhar um dinheiro extra como músico. Esse foi realmente o ponto de virada na minha vida.  

 

Como tem sido a experiência de trabalhar sozinho, digo, seguir carreira solo ao invés de fazer parte de uma banda? Que desafios você encontrou e quais partes você sentiu satisfação?

Ryan: Grande parte da minha carreira, exceto quando fiz parte da banda de apoio dos Jonas Brothers, foi como artista solo. Eu liderei uma banda chamada The Rule que o repertório era inteiramente meu em que eu era o compositor principal, o cantor e o responsável pelos arranjos. Nós performávamos regularmente no Centro-Oeste dos Estados Unidos. Nós realizamos uma grande turnê como ato de abertura da Cyndi Lauper em 2006. Foi minha primeira experiência tocando para uma grande audiência, cerca de 4-5 mil pessoas por noite. Foi, na verdade, uma das minhas melhores lembranças musicais. Cyndi me convidada para ir ao palco todas as noites durante o set dele para fazer um dueto do seu hit “Time After Time”. Ela me apoiava muito e era encorajadora. Foi realmente um momento surreal da minha vida.

 

Além de suas experiências pessoais, o que ou quem exerce uma maior influência em sua música?

Ryan: Meus pais tinham diversas canções de Motown e Reggae espalhadas pela casa. Essas influências exerceram indubitavelmente uma grande influência na minha vida musical. Eu nasci e cresci em Minnesota. Por conta disso, eu sempre me espelhei em artistas bem sucedidos de Minnesota. Pessoas como Prince e Bob Dylan me influenciaram muito. Eles não só foram icônicos e influenciadores, mas eles também vieram da onde eu vim. Minnesota normalmente é uma das partes menos visadas nos Estados Unidos. O fato de que esses caras foram capazes de superar seu começo difícil em uma parte relativamente quieta do país foi algo inspirador para mim. Além disso, o que eles criaram foi revertido em umas das melhores canções na história do Rock.

Qual sua parte favorita no processo de gravação?

Ryan: Eu realmente curto toda a parte do processo de gravação. Eu tenho um time de composição/produção chamado Sonic Matrimony composto por meu amigo próximo Michael Bland (Prince, Soul Asylum). Nós escrevemos, gravamos e produzimos todas minhas canções solo juntos – além de trabalhar com outros artistas. Eu adoro o fato de ir ao estúdio pela manhã sem nada e a tarde sair de lá com algumas criações fantásticas. Não há regras no estúdio. Sem audiência para satisfazer. Só você e seus ouvidos, como uma página em branco. É algo que eu realmente curto.

 

Aonde você mais gostaria de performar? E qual lugar você visitou e gostaria de voltar?

Ryan: Eu realmente gostaria de performer minhas próprias músicas em todos os lugares que tive com os Jonas Brothers. Do México à América Central e do Sul. Por toda Europa e Ásia. Eu gostaria de poder visitar todos esses lugares novamente. Eu realmente sinto muitas saudades do Brasil. Nós sempre passávamos mais tempo por aí quando estávamos em turnê porque é um país tão grande! Do Rio à Porto Alegre, São Paulo, Curitiba e até mesmo Belo Horizonte! Eu sinto falta das pessoas e da beleza daí. Eu espero poder voltar e performer minhas próprias canções no Brasil.  

Tem algum lugar em particular que você gostaria de conhecer?

Ryan: Eu adoraria poder visitar a África. Não só para performer, mas também para aprender e vivenciar a magia disso tudo. É a terra pátria ancestral de toda a humanidade e eu sempre senti uma conexão muito forte com a África e os africanos.

 

Você tem alguma lembrança marcante de algum show? Algo memorável?

Ryan: Eu tenho muitas memórias boas do Brasil. No entanto, tem uma que realmente se destaca. Ocean Grove (composta por mim, John Taylor, Greg Garbowsky, Jack Lawless) organizamos um show privado para um grupo de fãs brasileiros da banda. Um grupo de cerca de 100 pessoas alugaram um pavilhão em um parque. Foi um evento casual que teve início no começo da tarde. Eles trouxeram toneladas de comida e começaram a grelhar umas carnes. Nós basicamente tivemos nossa própria churrascaria. Depois de comermos feito reis, eles nos entupiram de caipirinhas. Quando o sol começou a se pôr, nós subimos em um palco nesse pavilhão e performamos muitas canções. Eu até toquei algumas músicas próprias que não faziam parte da Ocean Grove. Todo muito foi muito legal e hospitaleiro conosco. Eu realmente pude sentir um pouco do Brasil aquela noite.

 

Falando sobre o Brasil, você gostaria de voltar? Você conhece alguma canção ou artista brasileiro?

Ryan: Eu amaria poder voltar. Eu na verdade estava tentando planejar uma coisa esses tempos. Espero poder visitá-los em um futuro bastante próximo (: De onde eu venho, em Minnesota, somos conhecidos pela versão do Funk Americano, que ficou conhecido através do Prince. Eu sei que o Brasil tem seu próprio gênero musical chamado Funk. Eu sempre imaginei como seria uma mixagem dos dois gêneros juntos e poder criar uma explosão de Funk Americano/Brasileiro.  

 

Que canções vergonhosas eu posso achar no seu MP3 player?  Haha

Ryan: Eu tenho muitas canções vergonhosas no meu celular. Eu me deparo com canções de Britney Spears com uma certa freqüência hahaha! Se você olhar a imagem no passado de alguns artistas, alguns deles tem uns materiais muito bons.

 

Você tem algum lançamento recente? “High On Love” foi um grande sucesso e é uma canção tão poderosa!

Ryan: Sim! Eu acabei de lançar um novo video chamado “Bomb!”. Dêem uma olhada!!

 

Por ultimo, mas não menos importante, você gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do cacodecastro.com.br e para seus fãs brasileiros? Obrigada por me receber e nos vemos em breve!  

Ryan: Eu realmente sinto muita saudade do Brasil e quero que saibam que vocês estão sempre em meus pensamentos. Eu espero poder visitá-los e tocar algumas canções minhas muito em breve!!!

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E aí, curtiu?! Deixe seu comentário! Para aqueles que tiveram a juventude baseada em Jonas Brothers, essa matéria foi bastante nostálgica, né? Até escorreu uma lágrima aqui haha. Para aqueles que não conheciam o trabalho do Ryan, deu pra ter uma ideia de que o cara é bom e você merece ficar de olho nele a partir de hoje! Quem sabe não nos trombamos em algum show do músico aqui no Brasil?!

Quer ver sua banda ou artista favorito aqui no Blog do Caco também? Mande um email para contato@cacodecastro.com.br com os links do Facebook, Twitter, Youtube pra gente entrar em contato!

Estamos sempre de olhos bem abertos 😉

Marcella

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Hey guys!

Here we are again with another international interview! Well, today is a special day because not only our interviewer is an excellent musician: singer, composer, etc… but he has been part of our generation growing up. Ok, not all of us, but a huge part of the girls who are 22 or something right now. Ryan Liestman was a backing musician for the Jonas Brothers from 2007-2013 playing keyboards, guitar and vox until the band’s breakup in late 2013. Ryan has toured extensively around the world and if you were a huge JB fan like me, you probably ended up in love with the blonde dread locks who played keyboards in the background. I feel you, girl haha. Liestman has also backed up some of the industry’s biggest artists including Stevie Wonder, Brad Paisley and Miley Cyrus!

First of all, I would like to thank Ryan for stopping by even with a busy schedule so.. thanks Ryan! Below you can read my exclusive interview with him. He talked about his beginning in the music industry, Grammy’s performance, his first tour, some memorable experiences while on tour and much more! I can’t really wait to see him performing his own songs here in Brazil again. Maybe you can have the same chance to see him in your city so.. spread the word and let the world know about Liestman! Oh! You can also send your comments on my Twitter page (click here) so I can read your impressions. Hope you enjoy it! :)

 

– Marcella

 

INTERVIEW WITH RYAN LIESTMAN

 

You’ve worked with some different personalities, such as Stevie Wonder, Brad Paisley, Miley Cyrus and the Jonas Brothers. Can you tell us what’s the most rewarding part of being a musician?

Ryan: I’ve been very fortunate to have worked with so many talented and inspiring individuals in music. Stevie Wonder was a hero of mine growing up. Meeting him in person and performing with him on the Grammy’s was a real high point in my career. However, the most rewarding part of being a musician for me is being able to create and perform. There is nothing greater than writing a song from it’s inception to performing it in front of a live audience. Seeing people’s reaction and joy gives me more satisfaction than anything else. Much of being a musician is actually solitary work in anticipation of this moment. In the end, it’s always worth it.

 

Has music always been a part of your life growing up? When did you get into music?

Ryan: Music has been a part of my life since I can remember. I began by playing a small casio keyboard we had at our house around age 3. I picked up the guitar a little later on and was hooked. I had always wanted to sing, but would only practice when no one else was around. It wasn’t until I was 15 that I felt comfortable enough to sing in front of others. Shortly after, I began taking gigs around Minneapolis, playing clubs and bars professionally.

 

When did it click that music was what you wanted to do?

Ryan: I only had one job outside of music. It was for 2 months during summer break from school. I worked in the kitchen of a local Mcdonald’s assembling burgers and sandwiches. It wasn’t awful, but I never looked back once I began making extra money as a musician. That was the real turning point.

How has been the experience so far of working on your own, I mean, going solo, instead of being part of a band? What challenges you had to deal with and which parts you’d enjoyed?

Ryan: Much of my career prior to the Jonas Brothers was as a solo artist. I fronted a band called The Rule that was entirely my own music where I was the primary writer, singer and arranger. We performed regularly around the midwestern United States. We did one major U.S. tour as the opening act for Cyndi Lauper in 2006. It was my first experience playing to crowds of 4-5 thousand nightly. It was actually one of my favorite musical memories. Cyndi would invite me on stage every night during her set to sing a duet of her 1983 hit “Time After Time”. She was so supportive and encouraging. It really was a surreal time in my life.

 

Apart from your own experiences, who or what else has had a major influence on your music?

Ryan: My parents had several Motown and Reggae records around the house. Those influences are undeniable in my musical life. I was born and raised in Minnesota. Because of this, I really looked up to successful artists from Minnesota. People like Prince and Bob Dylan had a huge influence on me. Not only were they iconic and influential, they came from where I come from. Minnesota is often an overlooked part of the United States. The fact that these guys were able to overcome their humble beginnings from a relatively quiet and sleepy part of the country was so inspirational to me. In addition, what they created is now revered as some of the greatest music in rock history.

What is your favorite part of the recording process?

Ryan: I really enjoy all of the recording process. I have a writing/production team called Sonic Matrimony with my close friend Michael Bland (Prince, Soul Asylum). We write, record and produce all of my solo music together as well as work with many other artists. I love going to the studio in the morning with nothing and by the time I leave in the afternoon, we have created something beautiful. There are no rules in the studio. No audience to please. Just you and your ears, like a blank canvass. It’s something I truly enjoy.

 

Where would you most like to perform? And which place you’ve visited that you would like to come back?

Ryan: I would really like to perform my own music in all of the places I had toured with the Jonas Brothers across the world. From Mexico to central and south America. Over to Europe and Asia. I’d like to do it all. I really miss Brazil. We always spent more time there on tour because it’s such a big country. From Rio to Porto Alegre, Sao Paulo, Curitiba and even Belo Horizonte! I miss the people and the beauty. I hope to come back again and perform my own music in Brazil.

There’s anywhere in particular that you would like to visit?

Ryan: I would love to visit Africa. Not only to perform, but also to learn and experience the wonder of it all. It’s the ancestral homeland of all mankind and I have always felt a strong connection to Africa and it’s people. 

 

Is there any concert or experience that really sticks out?

Ryan: There are many great memories I have of Brazil. However, there is one that really stands out. Ocean Grove (Myself, John Taylor, Greg Garbowsky, Jack Lawless) had put together a private show for a group of Brazilian fans of ours. A group of about 100 fans had rented a pavilion in a park. It was a casual event starting in the early afternoon. They brought tons of food and started grilling. We basically had our own private churrascaria. After eating like kings, they pumped us full of caipirinha’s. When the sun set, we got up on a little stage in the pavilion and performed a bunch of songs. I even did some of my own material separate from Ocean Grove. Everyone was so cool and welcoming. I really felt like I got a real taste of Brazil that night. 

 

Talking about Brazil, would you like to come back? Do you know any Brazilian song or artist?

Ryan: I would love to come back to Brazil. I’ve actually been trying to plan something for a while now. Hopefully I can get down there sometime in the near future. Where I come from in Minnesota is known for it’s version of American Funk music made famous by Prince. I know Brazil has it’s own genre called Funk. I’ve always wondered what it would be like to mix the two styles together and make an American/Brazilian Funk explosion.

 

What embarrassing songs might I find on your MP3 player?  Haha

Ryan: I’ve got plenty of embarrassing music on my phone. I’ll get down to Britney Spears every so often, lol! If you can look past the image of an artist, some of it is really great material.

 

Is there anything coming out? Your last single “High on Love” was a huge success. I’ve downloaded it and it is such a powerful song!

Ryan: Yes! I just released a new video for a single called “Bomb!”. Check it out! 

The last but not the least, would you like to leave a message to cacodecastro.com.br readers and also to your fans here in Brazil? Thanks for having me, Ryan! Hope to see you soon!

Ryan: I really miss Brazil and want you to know you’re always on my mind. I hope to visit again and make more music for you!!

 

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So what you think? Let me know your impressions! Have a nice week y’all!

Marcella

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sobre o autor

Marcella Monteiro
Marcella Monteiro

Apesar de estar cursando Engenharia, sempre foi fascinada por fotografia e todo gênero de música. Engajada em manter as pessoas bem informadas, já se envolveu em diversos sites de notícia e projetos sociais.

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